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Blog do zeluiz e cazé


Comportamento no Trânsito

Carta publicada no Jornal de Londrina em 04/2010

Leitor assíduo do JL, observei uma seqüência interessante nas cartas de Daniel Silva (JL de 6/04) e de Débora Regina, Débora Marcondes e José Oliveira (JL de 7/04). Um núcleo comum, nos três primeiros, refere-se à atitude dos motoristas, em relação aos pedestres. Já o leitor José Oliveira, usa o termo “horroroso” aos prismas, colocados para dividir o espaço da ciclovia, que tem de 2,5 a 3,0 metros, no entorno do Lago II (aterro). Sim, caro José, foi proposital a colocação de tal estrutura. Ainda não podemos compartilhar o espaço com pintura ou pavimento diferenciado, tal como ocorre na Europa. Nosso motorista tem melhorado, o número de acidentes caiu nos últimos anos. Mas, como em qualquer área do convívio humano, muitos maus condutores põem sua vida, e a de outros em risco. Esta administração vai continuar no propósito de atender ao cidadão, ao transporte coletivo, acima do individual, entendendo que ao condutor dos veículos, cabe o livre arbítrio quanto à hora, trajeto e mudança de destino. Às parcelas mais pobres, que dependem de ônibus, por exemplo, tal situação não ocorre. Além do mais, pra que tanta pressa, como se referiu Débora Regina? As distâncias em Londrina, não são tão grandes assim. A vida em primeiro lugar.  Eventualmente, somos condutores de veículos, passageiros de ônibus, ciclistas. Nunca deixamos de ser pedestres.



Escrito por zeluiz às 12h55
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Plano Diretor

Carta publicada no Jornal de Londrina em 03/2010

Inicialmente queremos parabenizar a iniciativa do leitor Lidmar José Araújo, JL de 26/3, acerca da proposta de rodízio e também da sua participação na 2ª Conferência do Plano Diretor.  As iniciativas da Prefeitura de Londrina, através do IPPUL e CMTU, como a criação de faixas exclusivas para os transportes coletivos e táxis, sempre terão especial atenção da administração municipal, pois entende-se a importância do deslocamento de massa com melhor opção, e a necessidade de se ter maior fluidez desses veículos pelas ruas da cidade. Em relação ao Plano Diretor, juntamo-nos à sua voz e conclamamos toda a comunidade londrinense, para que participem das conferências destacadas, que ocorrerão no próximo mês de Abril. O Código de Posturas, nos dias 9, 10 e 11, e o Código Ambiental e a Lei do Perímetro Urbano, nos dias 17 e 18, na Câmara Municipal de Londrina. Quanto ao último ponto abordado, informamos que encontra-se em estudos naquela Companhia, providências no entorno do Terminal e na área central da cidade, com o objetivo  de melhorar o fluxo do trânsito na área. A reforma das calçadas no Terminal Urbano, é outro exemplo para a melhora da segurança, conforto e principalmente, da acessibilidade a idosos e pessoas com deficiência



Escrito por zeluiz às 12h53
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Trens

Carta publicada no Jornal de Londrina em 03/2010

O leitor José Roberto Brunassi (JL de 03/03), está corretíssimo no que se refere à utilização de opções de transporte coletivo como trens, por serem menos poluentes, rápidos, imunes a problemas de congestionamentos, entre outros... Faz-se necessário lembrar que desde 2003, estudos realizados pelo governo federal, avaliaram trechos da malha ferroviária, que hoje está majoritariamente dedicada ao transporte de cargas, criando a opção do trecho de Londrina-Maringá (Payssandú – Ibiporã), para passageiros. No Paraná, o governo estadual, juntamente com as 13 Prefeituras envolvidas no projeto, estão trabalhando para consolidar o estudo de viabilidade técnica. Em Londrina, o presidente do IPPUL, Carlos Alberto Hirata, tem participado efetivamente dos trabalhos. A execução dos estudos técnicos estão sendo elaborados pelo Laboratório de Transporte - LabTrans, da Universidade Federal de Santa Catarina, e estão em fase de fechamento dos questionários de pesquisa de campo, com prazo final de execução do projeto para 11 de julho deste ano. No último dia 26, aconteceu em Maringá, a terceira reunião técnica do “Trem Pé-Vermelho”, onde dois diretores do IPPUL, foram participar com o objetivo de avaliar as estratégias para recrutamento, treinamento, divulgação e execução da pesquisa, com previsão de ser aplicada até o final deste mês de março, ou mais tarde, na primeira quinzena de abril. O Governo Federal, através do Ministério de Transporte, disponibilizou R$ 400 mil da União ao LabTrans, para a pesquisa de campo nessa região. Dentre os objetivos, procura subsidiar com dados atuais, o estudo de viabilidade econômica, que vai apontar a forma de exploração da linha do trem de passageiro. Quanto a utilização dos chamados veículos leves de transporte - VLT ou metrô para Londrina, entende-se que a primeira opção além de mais econômica é de maior facilidade de implementação, entretanto, também precisa de estudos e elaboração de projetos para serem avaliados. A Diretoria de Trânsito do IPPUL, está iniciando discussão sobre o tema, porém novas ações de intervenções no trânsito estão sendo implementadas pelo IPPUL e a CMTU, tais como faixas de uso exclusivo de ônibus e na criação de novas linhas diametrais no transporte coletivo. No tocante ao metrô, face a envergadura de investimento financeiro, ainda não é pertinente.



Escrito por zeluiz às 12h52
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A mentira do aquecimento global

Carta publicada no Jornal de Londrina em 01/2010

O meteorologista Luiz Carlos Baldicero Molion, do Instituto de Ciências Atmosféricas, Universidade Federal de Alagoas, concedeu várias entrevistas sobre o aquecimento global, disponíveis no Youtube. Numa delas, brinca que uma das vantagens de envelhecer é observar as mentiras serem desmascaradas. A do gás CFC como destruidor da camada de ozônio foi uma delas. Esperou 20 anos para que a NASA confirmasse suas teses e de outros cientistas. Passou-se então, a pagar royalties para cinco empresas detentoras da tecnologia que substituiu aquele gás refrigerante...
Sobre o aquecimento global, Molion lembra em números, que felizmente o homem ainda não tem poder de influenciar o clima do planeta. A ação antrópica se restringe a uma porção pequena do globo. Os oceanos ocupam cerca de 70% da superfície da Terra e as terras emersas, os 30% restantes. Ocorre que desses 30%, os desertos ocupam de 15 a 20% e as geleiras em torno de 10%. As áreas montanhosas também ocupam grandes extensões impróprias para a humanidade. Isto não quer dizer que a ação humana no microclima não seja catastrófica. Desmatamentos, queimadas, poluição, ilhas de calor são uma realidade nas médias e grandes cidades. Rapidamente são noticiados. As tragédias fascinam as pessoas. Mórbido, mas verdade.
O sol possui um ciclo de 90 anos de atividade, o planeta vai esfriar, e isso vem ocorrendo desde 1998, devido à diminuição da intensidade do ciclo. O aparente aquecimento ocorre por uma manipulação tendenciosa de dados de agências climáticas européias. Os oceanos têm um ciclo de 20 a 30 anos e coincidiu com o aumento da atividade do fenômeno “La Niña”, que altera a temperatura das águas do oceano Pacífico. A sucessão de “catástrofes” justificou a mentira global. A virada do século coincidiu com o grande fecho de uma era glacial de 150 milhões de anos. As dimensões planetárias operam numa escala muito difícil de serem mensuradas pela vida humana. A diferença é brutal, na humanidade contam-se centenas enquanto no geóide, bilhões. 
Recordou que nas últimas conferências climáticas, os Estados Unidos insistiram que os países emergentes diminuíssem sua atividade econômica. Apoiados na matriz energética de combustíveis fósseis como petróleo e carvão, e num “papagaio” de cerca de U$ 700 bilhões de títulos do tesouro junto a credores chineses, eles precisam de tempo. Daí a insistência da diminuição do ritmo econômico dos BRIC´s, principalmente a China. De quebra, sem diminuir mais ainda, o padrão de vida americano e muito menos investir na modernização de seu parque fabril claramente ultrapassado.
 



Escrito por zeluiz às 12h49
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Reportagem Mandato Barbosa Neto de 29/12. / Janaína Garcia

No exercício da autoridade máxima de um município, o prefeito está constantemente exposto ao julgamento da população. Tal assertiva vale para qualquer cidade e mais ainda no caso de Londrina que sempre contou com uma imprensa atuante e de um número muito expressivo de veículos de comunicação, dado seu porte. Pela forma com que se posiciona a matéria, esta incorre num erro de construção, face à mistura e confusão entre atos rotineiros e administrativos de um prefeito, com questões relacionadas a estilos de governo. Rótulos são criados e utilizados nas mais variadas situações. Nas futebolísticas, por exemplo, o termo “perna de pau”; na música, “desafinado” e assim por diante. No entanto, imputar um rótulo a quem governa a cidade há tão pouco tempo é uma forma de pré-julgar, de ser pré-conceituoso no mais fiel sentido lato da palavra. O apelo à vocação política é uma dessas formas, pois condena e renega o novo. Só o estilo já consagrado da velha política é que vale. O que se constata na matéria acerca das turbulências enfrentadas é que não  houve proposituras e realizações e essa forma de posicionamento falta com a verdade dos fatos. Governar com poucos assessores é polêmico e incomoda muitos mas a economia gerada não pode ser renegada. No que tange a relação com a Câmara Municipal, esta por si só vem enfrentando problemas, sem que estejam relacionados diretamente ao executivo municipal. À guisa de conclusão, mais justo seria dar um pouco mais de tempo a um governo que, segundo o próprio texto, enfrentou um “inédito processo eleitoral de três turnos” ou pelo menos contrapor o período das polêmicas às proposituras e realizações. Uma fonte delas está nos arquivos de notícias na página da prefeitura municipal.

 



Escrito por zeluiz às 12h48
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Indústria de multas

 Carta publicada no Jornal de Londrina em 01/12/2009

Já estou com o saco cheio da reclamação sobre o tema. No JL de 23/11, mais absurdos e o vereador Joel Garcia quer educação, quando se sabe que o bolso, infelizmente, ainda é o melhor professor para o mal educado motorista brasileiro. A grita geral lembra aqueles que gostariam de resolver tudo com a famosa carteirada, do tipo: Você sabe com quem está falando? Vou telefonar com seu superior e anular isso aí! Fiz uma simulação no Google e para um morador do Eucaliptos ir até a UEL, por exemplo, o percurso é de 17 km e tempo aproximado, de 40 minutos, com média de 25,5 Km/h, padrão internacional para cidades do porte de Londrina. Ainda que colocássemos o carro do cidadão num tubo ligando sua casa até a UEL, levaria 25’30” a 40 km/h; 17’00” a 60 km/h e 12’45” a 80 km/h. A vida vale muito mais. O major Dalbem já está “careca” de tanto repetir. A prioridade é do mais frágil, o pedestre, para os caminhões. Simples assim. Siga a legislação e dê uma banana para a “indústria de multas”.

 



Escrito por zeluiz às 15h51
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Calçadão: um pouco de história

Carta publicada no Jornal de Londrina em 19/11/2009

 A construção do calçadão em 1977, não levou em conta fatores importantes do processo construtivo que, tempos depois, começaram a ser percebidos. O trecho da Avenida Paraná, já estava asfaltado e este pavimento foi colocado sobre os paralelepípedos de basalto. Reclamava-se do desconforto provocado pelo barulho dos veículos, a dificuldade de caminhar sobre a rocha em dias de chuva, etc. Havia, porém, percolação de água para o solo, por entre as gretas dos paralelepípedos. Os petit-pavês foram assentados com areia sobre esses dois estratos, sem que houvesse o cuidado de remover todo aquele material, de modo a deixar  livre o caminho da água até o solo. A obra, ficaria mais cara. Nas manutenções que se seguiram desde então, as “pedrinhas” do petit pavet, pequenas e leves, foram recolocadas utilizando-se cimento, impermeabilizando ainda mais o calçadão. O desgaste do feldspato, rocha branca e mais mole que o basalto, rocha escura, se acentuou. A cada reforma colocava-se mais cimento, preenchendo os espaços. O feldspato branco "suja" na terra rocha, difentemente das areias de Copacabana. Lá, a gênese do solo é de terreno cristalino, mesmo de São Paulo e Curitiba, cidades próximas ou sobre serras brasileiras. Solo arenoso, portanto, "suja" menos. O calçadão é lavado frequentemente em virtude das fezes das pombas. O uso de produtos químicos e lavadoras de alta pressão também desagregam o petit pavet. Ainda que a opção fosse recolocar o petit-pavet, ao invés do "paver", o processo recomendado seria remover todo o material dos substratos, para que a água penetrasse diretamente no solo.



Escrito por zeluiz às 04h27
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Cidade Limpa

Carta publicada no Jornal de Londrina em 25/10/2009

Quero fazer minhas as palavras de Guilherme Henrique Costa (JL de 23/10). Aquilo que presenciei no Sincoval em 21/10, foi tudo, menos uma audiência pública. Virei fã de carteirinha do Marcelo Cassa, da ACIL. Ponderado, leu por duas vezes ao responder perguntas dos presentes, pesquisa daquela entidade junto a seus associados que, se por um lado querem adequações ao projeto, sentem os problemas da poluição visual excessiva, provocada pela falta de um marco regulatório para o setor. Citou números acachapantes, pedindo mudanças. Não concordo com o JL de domingo, 25/10 no sentido de recuo em relação ao projeto. Acredito ser normal, quando há debate democrático, a busca de uma solução. O que não pode é a arrogância com que o tema foi tratado por parte de alguns, conforme afirmou Guilherme, nem servir de palanque para oportunismo político. O bem estar do cidadão de Londrina deve estar acima de tudo e de todos. A ausência de regras é o atalho à barbárie, ao caos urbano. Acorda cidadão!



Escrito por zeluiz às 04h23
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Bits, bytes e a confusão do informatiquês

Carta enviada ao Jornal de Londrina em 16/08/2009

 Recentemente, uma reportagem da CBN, trouxe uma diretora de escola, explicando que em virtude da gripe H1N1, seus alunos estavam recebendo aulas “online” ou tempo real, por meio de “e-mail” ou correio eletrônico, no qual eram enviadas tarefas a serem feitas em casa por seus alunos e enviariam em seguida à escola. Há uma confusão sobre o tema, na qual incluiria a teleconferência presencial, os fóruns e as bibliotecas virtuais. Creio que o formato que exige maior robustez de equipamentos do provedor e do usuário seja a da realização de uma aula “on-line”. Computadores modernos, com processadores de dois núcleos, sem falar de conexão em banda larga de boa velocidade são imprescindíveis. Há, nesse caso, interação em tempo real entre o professor e os alunos e entre alunos. Diferente da inclusão de dados em fóruns de discussão, que pode se assemelhar ao acesso a correio eletrônico. De posse de uma senha fornecida pelo provedor deposita-se ou envia-se conteúdos. Não há necessidade de interação de outro mediador. Acredito que este era o caso daquela escola. Não havia, portanto, aula em tempo real. Acredito que seja uma operação distante da realidade das escolas londrinenses. Já na teleconferência presencial, basta um telão e um computador ligados a um bom provedor de internet. Os alunos interagem com o professor à distância. Para finalizar, fala-se muito nas bibliotecas digitais e dá-lhe confusão. O mais comum é consultar um catálogo, ler um trecho de livro, visualizar a capa, fazer reserva e eventualmente até receber o livro e devolvê-lo sem ir pessoalmente à biblioteca. Baixa de conteúdo de livros depende da autorização do autor e outros fatores, como equipamentos de ótimo desempenho, principalmente do provedor. O Google, que é do ramo, adiou recentemente seu projeto na área, tal a complexidade do empreendimento.



Escrito por zeluiz às 04h18
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Teatro Municipal: A discussão que interessa

Carta enviada ao Jornal de Londrina em 11/08/2009

 O JL de 10/07 reporta o que realmente interessa. O Prefeito Barbosa Neto foi muito feliz ao colocar as PPP’s (Parcerias Público-Privadas) no centro da discussão. Uma boa formatação certamente viabilizará o tão sonhado Teatro. Deve ser lembrado que grandes estruturas não se viabilizam sem subvenção estatal. Estudos apontam que um autódromo, p. ex., necessita de pelo menos 6 provas ancora/ano para cobrir custos operacionais. Um gerenciamento especializado pode maximizar a utilização desse tipo de infra-estrutura, estratégica não só para a vida cultural, mas também ao desenvolvimento e atratividade de cidades do porte de Londrina, carentes de apelos turísticos naturais. O passado nos mostra, que o prefeito Wilson Moreira, empreendeu iniciativa similar para tornar realidade o Terminal Rodoviário e o Estádio do Café. Para concluir, o sucesso da proposta poderá ensejar outras, conforme afirmou o prefeito, além de aliviar as finanças do município para demais demandas que a população necessita.



Escrito por zeluiz às 04h14
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Perda da Stock Car

Apaixonado por carros, levei meu filho nas últimas 5 edições da Stock em Londrina. Desde 2007, com a formação do trinômio Nextel/Globo/Montadoras de Automóveis a categoria tornou-se totalmente auto-suficiente, daí a não importância do público nem local para a realização das provas. Ano passado Cacá e Popó Bueno(JL de 12/09) haviam alertado sobre a pista e a infra-estrutura ruim. Alguns pontos: um dos melhores locais reservados à patuléia é a curva da caixa d´água, onde não há arquibancada; banheiros são uma piada de mau gosto; crianças devem ser levadas com cuidado pois há o risco de caírem na linha do trem que fica poucos metros atrás das arquibancadas da reta oposta, que não conta com alambrado seguro. A pista precisa de mais R$ 1 milhão somente para o recape. O poder público pode dar conta disso? Estudos comprovam que estruturas como essas não tem sustentabilidade sem gestão profissional e eventos âncora com no mínimo 6 grandes provas/ano. O resto é enrolação.



Escrito por zeluiz às 21h37
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Outdoors

O assunto é polêmico, mas não dá para concordar com a leitora Rosa (JL de 26/06). Primeiro porque as notícias veiculadas por este jornal dão conta que os letreiros terão que ser substituídos por tamanhos proporcionais à área do estabelecimento. Justo, justíssimo! A poluição visual causa irritação além de não ser tão importante quanto um bom atendimento, bom preço, qualidade. Os casos dos totens são um abuso de poder econômico e devem sim ser combatidos. A senhora já viu o boteco do “seo” João ter dinheiro para por um daqueles de mais de 5m de altura? Por favor não misturar alhos com bugalhos. Não há dados que comprovem aumento de marginalidade com retirada de luminosos. Outdoors, por exemplo, ocultam o interior dos terrenos onde estão instalados. A câmara municipal terá maturidade suficiente para estabelecer prazos para banir os totens gigantescos, para a substituição de painéis metálicos, de filmes de PVC e outros, podendo levar em conta os custos, data de instalação e outros fatores

 



Escrito por zeluiz às 21h36
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O culto à morte

Carta publicada no Jornal de Londrina em 03/06/2009

 

A espécie humana cultua uma fascinação pela morte sob os mais variados pontos de vista. Como, quem, quando, em extinção, famoso ou não, “et coetera”. Quando se imagina que o absurdo já atingiu o fundo do poço, descobre-se sua infinitude. Aos ingênuos, românticos e congêneres, a pergunta: Qual o significado da expressão “desbravar o sertão” que ora ou outra ouvimos sobre os pioneiros de nossa região? A humanidade varreu da face da terra, por ganância, sobrevivência ou ignorância, tudo que fosse empecilho para seus propósitos, coisas ou pessoas. O desequilíbrio atual pode ser resumido a uma palavra: inexorável! Quantos mais terão que morrer para resolver a questão da criptococose dos pombos? Governar é sair do estado letárgico e assumir também os ônus da governança, por mais inconvenientes que possam ser.



Escrito por zeluiz às 06h44
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Grandes desafios aguardam Kireeff

 Em maio de 2007, enviei carta a um jornal local, sobre o início das operações da Internet na Prefeitura de Londrina. Um técnico da atual DTI, sugeria que a Sercomtel fosse pioneira na ADSL, disponibilizando um anel de fibra ótica para empresas da área central de Londrina gratuitamente e utilizar, por exemplo, um contrato de fidelidade. Perdeu-se naquele momento, o bonde da história. Outras empresas o fizeram posteriormente. No balanço de 2006, mais de dez anos depois, a Internet Sercomtel era o único braço da empresa a apresentar resultados positivos e crescimento de 172% em relação ao ano anterior.
Em outro episódio, a Sercomtel recusou-se a compartilhar com o município sua estrutura de rede subterrânea, o que fez que a fibra fosse lançada por meio aéreo, e obrigou a Prefeitura a utilizar os postes da Copel. Essa opção, expôs a rede a vários rompimentos devido à exposição dos cabos. Recentemente, um acidente fez que as unidades de saúde ficassem sem comunicação com o PAI e a Maternidade por quase uma semana.
Antes da privatização, por ausência de concorrência, e talvez por menor interferência da política nas áreas estratégicas da companhia, a telefonia fixa fortaleceu-se em toda a cidade. O financiamento da expansão pela venda da linha telefônica, em que pese demandas pendentes, foi um dos momentos marcantes da empresa. Seguiram-se, porém, investimentos em áreas como TV e Call-centers, que refletem negativamente nos balanços até hoje.
O caso da telefonia celular é o mais preocupante. Competição desigual com operadoras mundiais de telefonia móvel, com U$ bilhões à disposição. O compartilhamento de plataformas com outras operadoras, por exemplo, é sempre desfavorável na compensação à Sercomtel, devido sua cobertura restringir-se ao município.
A situação do grupo tende a se agravar. No site da Copel, o Projeto BEL, com tecnologia GPON e R$ 500 milhões de investimentos, poderá fornecer dados, voz e imagem a inimagináveis 100 Mbps por meio dos 5.000 km de fibra ótica implantados, para todos os usuários do Paraná e pulverizar a Sercomtel e demais empresas que exploram a mesma fatia de negócio. Nesse cenário, resta saber que futuro reserva a parceria Sercomtel-Copel.



Escrito por zeluiz às 06h18
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João, o bem amado

Carta publicada no Jornal de Londrina em 08/05/2009

 Quis Deus que um homônimo de seu apóstolo compusesse grande parte de sua obra em templos religiosos e por oportunidade ou inspiração, ou ambas, se transformasse no rio caudaloso que beberam posteriormente Beethoven e Mozart. Quis Deus que um outro homônimo do apóstolo bem amado, nascesse 190 anos depois, em terras brasileiras e fosse considerado o maior intérprete de sua obra no século XX. Quis o destino, que dificuldades aparentemente intransponíveis para uma pessoa comum lhe fossem infringidas, uma após outra. Numa dessas vezes, longe de sua terra natal numa cidade com nome de mulher, que significa Sabedoria. Quem foi ao concerto de João Carlos Gandra da Silva Martins, nessa quarta-feira (6), teve a oportunidade de ver parte dos músicos da orquestra Solistas de Londrina, contendo o choro até não mais poder segurar. Um deles, de gravata vermelha, ao fundo do palco, solta o nó da gravata pouco antes da reprise de Insensatez. Mesmo para um leigo, a malícia, empregada aqui como sabedoria para execução das peças, percebia a escolha das notas entre os floreios anteriormente realizáveis, a marcação dos pés e a insistência no pedal para prolongar a reverberação da notas escolhidas, para no final, quedar o polegar em cada finalização. Que Deus nos conceda mais Joãos, desde os apóstolos até os Martins, passando pelos Sebastians.



Escrito por zeluiz às 06h14
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