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Blog do zeluiz e cazé


Renovação na Câmara?

Primeiramente quero parabenizar a excelente cobertura do JL para as eleições municipais. Lamentar que pesquisas encomendadas por veículos tradicionais de informação em anos anteriores, simplesmente tenham sumido. Assim, valem os dados da única coleta realizada no levantamento Ibope/RPC de 12/08. Pouco para uma cidade da importância de Londrina. Objetivando, não dá para acreditar em renovação significativa da Câmara de Londrina. Em primeiro lugar, porque alguns poucos vereadores, muito poucos, passaram ilesos da recente hecatombe do Legislativo e tem essa justificativa para retornar. Os denunciados pelo MP somados a outros já conhecidos, tem visibilidade e força política em seus partidos e eleitores. Num terceiro grupo insere-se uma renovação a partir da atividade exercida, espécie de “jabaculê às avessas” no horário eleitoral. Nos três grupos, há promessas incompatíveis ao cargo pleiteado. Propaganda enganosa está prevista no Art. 37 do Código de Defesa do Consumidor. Esses cidadãos merecem ser excluídos pelo voto. Ainda que o pleito seja legítimo a todos que estejam aptos e em dia com suas obrigações cívicas.

Escrito por zeluiz às 06h22
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Falta de mão-de-obra

Excelentes as matérias do JL no final de Agosto, acerca da falta de mão-de-obra em Londrina. Na coluna ponto-de-vista, Luciano Nakabashi e Lízia de Figueiredo, analisaram tecnologia e capital humano. O problema da qualificação da mão-de-obra, no entanto, está longe de ser resolvido apenas com os cursos profissionalizantes. Treinamento para funções específicas como de um pedreiro azulejista ou um operador de máquinas apresentam resultados imediatos, não resta dúvida. Ganhos para o trabalhador e para a empresa, porém, pouco soma às habilidades necessárias para o mercado dinâmico e globalizado dos dias atuais. O problema tende a se repetir um pouco mais à frente.
O diferencial a ser perseguido encontra-se na educação básica. Somente ela pode criar cidadãos com capacidade de abstração suficiente para detectar similaridades de funções e adaptá-las rapidamente a novos desafios ou abreviar tempos de treinamento. Imaginar e sugerir novas soluções, situação ideal, exige treino que muitas vezes não se concretiza no momento do trabalho. Coisas inexplicáveis podem acontecer num “ócio produtivo”. Este pode ocorrer na hora do cafezinho, no cochilo após o almoço ou após a jornada de trabalho. Basta uma pequena sinapse cerebral e pronto, o problema está mentalmente resolvido. Expressões tais “como não pensei nisso antes?”, são recorrentes.
Nas situações relativas a acidentes no trabalho, por exemplo, encontra-se, baixa estima do funcionário, o não cumprimento das rotinas de segurança e o não conhecimento de instruções básicas, normalmente encontradas em máquinas ou equipamentos. Pode-se confundir “más larga”, expressão para comprimento em espanhol, com “largura” em português. “Hazardous area”, expressão inglesa para local perigoso pode ser ignorada. Falta escolaridade. O Ministério da Previdência Social (2007) informava cerca de R$ 40 bilhões gastos com acidentes de trabalho anualmente no Brasil, R$ 2 bilhões no Paraná. A indústria de transformação, o setor de transportes e a construção civil estão entre os que mais vitimam trabalhadores. Daria para construir 1.000.000 casas de R$ 40 mil. Suficiente para zerar o déficit habitacional do Brasil em 25 anos.
Uma base sólida de conhecimento, porém, não se consegue com 4,9 anos de escolaridade. A Argentina tem quase o dobro, 8 anos, os Estados Unidos 11 e a Coréia do Sul 12 anos nos bancos escolares. O investimento de 4,3% do PIB do Brasil deveria ser no mínimo dobrado. Escolas preparadas para um mundo globalizado contrastam com a realidade de professores desestimulados por salários incompatíveis, recursos que muitas vezes se resumem ao giz e a sala de aula, quando existem. A Coréia do Sul saiu de uma guerra fratricida há 60 anos e investiu durante décadas em educação. Não significa acreditar cegamente naquele modelo, mas o fato de acreditarem no projeto e priorizado a educação, rendeu resultados. Em 2000, o país exportava U$ 155 bilhões contra U$ 55 bilhões do Brasil. Contava com 46,8 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento populacional de 0,8% ao ano.


Escrito por zeluiz às 19h49
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Parabéns Biblioteca Municipal

Carta publicada no Jornal de Londrina em 03/09/2008

A cinquentona completa 57 anos nesta quarta-feira. Parabéns pela teimosia em funcionar na era da pesquisa virtual, dos resultados obtidos instantaneamente ao clique do “mouse”. Parabéns mais ainda aos londrinenses, incluindo-se aí iniciativas empresariais como as do RPC/JL e Caixa, por exemplo, que sempre fizeram a diferença para que o acervo de suas quatro unidades: Pública; Infantil; Vila Nova e do Centro Cultural da Região Norte, alcançassem hoje um acervo de mais de 100 mil exemplares. É um feito espetacular se comparado aos menos de 10 mil livros adquiridos pelas administrações dos últimos 25 anos, pois a Biblioteca não recebe “verba carimbada” para ampliação de acervo. Parabéns aos funcionários de todas as unidades, aos aposentados, aos familiares dos já falecidos. Boas vindas às bibliotecárias recentemente aprovadas, que sua chegada coincida com uma nova era, com a informatização tanto desejada, a implantação de uma biblioteca digital, a recuperação dos documentos históricos, o compromisso dos próximos prefeitos de aquisição continuada de acervo e muito mais que não foi possível ser concretizado até hoje.


Escrito por zeluiz às 08h16
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Beijin 2008: espetáculo de que?

Versão original de carta publicada no Jornal de Londrina em 26/08/2008

Reportagem exibida pela televisão, mostrou a filosofia da preparação da equipe chinesa. O exercício de psicólogos e psiquiatras é proibido, mas sua delegação não hesitou em lançar mão desses e outros profissionais para obter sucesso nos jogos. Uma repórter brasileira citava competições surpresa, como algo espetacular para treinar o controle metal de seus atletas, nas mais diferentes condições de adversidade. Na verdade, um massacre e a total falta de respeito do Estado ao indivíduo, ao ignorar que naquele corpo em treinamento, há um ser humano, que eventualmente é um atleta, e não o contrário. Esse tipo de preparação não deve servir de modelo para ninguém, sequer admirado. Estima-se ainda em U$ 40 bilhões os investimentos na olimpíada de Beijin, que preferiu parar fábricas e trânsito por 17 dias e arcar com os prejuízos decorrentes, que cuidar das questões ambientais que quase causaram cancelamento de provas. Perfil duramente criticado, já foi vivido por EUA e Europa há 50 anos, quando até rios pegavam fogo de tanta poluição.


Escrito por zeluiz às 08h15
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Futebol brasileiro

Versão original de carta publicada no Jornal de Londrina em 21/08/2008

Juro que não sou coveiro e quando o JL publicou minha carta em 17/08, imaginei a possibilidade do futebol masculino não passar pela Argentina e fiquei preocupado. Muito antes da CPI da Nike não ter sido sequer votada em 2001, não havia mais motivos para torcer pela seleção brasileira. Não tem nada de anti-patriotismo barato. Contratos de centenas de milhões de dólares têm muita influencia sobre mentes e almas. O presidente da CBF garantiu seu mandato até 2015. É verdade que 25 anos no cargo, o colocará em companhias nada agradáveis como Fidel, Pinochet e Stroessner. O esporte paixão nacional não merecia tal destino. Se pudesse pedir algo ao presidente pré-sal, seria que ele convocasse a Nike para que com 10% do que vai pro futebol, por exemplo, fosse alocado para um “fundo soberano” ao esporte brasileiro, mas aplicado diretamente nas escolas/centros esportivos, para primeiro massificar e depois qualificar. O resultado vem em menos de 25 anos. A China está provando isso. E viva futebol feminino, pátria de chuteiras, calcinhas, soutiens, esmaltes nas unhas..


Escrito por zeluiz às 08h14
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Jogos Olímpicos

Versão original de carta publicada no Jornal de Londrina em 17/08/2008

Os equívocos da política esportiva no país vêm muito antes de Beijing 2008. No sétimo dia de competições atrás de Azerbaijão, Cazaquistão e Zimbábue, faz pensar que benefício ao esporte brasileiro, pode se esperar de uma Olimpíada no Rio em 2016? Quem sabe quanto foi gasto no Pan/2007, cujo orçamento saltou de R$ 400 milhões, no envio do projeto à Organização Desportiva em 2002, para incertos R$ 3 ou 4 bilhões. A maioria das instalações foram esquecidas, os governos ignoram a palavra “manutenção”, tanto a material quanto os recursos humanos. O governo federal poderia interferir positivamente, mas a cartolagem das federações e o COB tem mais poder e os atletas, protagonistas do espetáculo, pouco podem fazer. Ketleyn Quadros, deixou R$ 800 mensais do bolsa atleta federal em Ceilândia(DF), para um salário de R$ 1.200 e toda a estrutura do Minas Tênis em BH. A Nike/CBF despejam milhões para o futebol por uma vaidade inédita que vale 1 ouro para a equipe de 23 atletas. O Azerbaijão fez uma medalha de ouro com apenas 1 judoca.


Escrito por zeluiz às 08h13
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Candidatos de si mesmos



Saindo de uma loja fui abordado por um candidato a vereador. No santinho, quer criar mais postos de saúde 24 horas, atrair empregos para a cidade, etc. Nada sobre aprimoramento e/ou supressão das leis casuístas, que sangram a câmara municipal há meses! Insisto sobre a inutilidade de tantos representantes legislativos, nos três níveis de poder. Legislativo não atua sobre matéria financeira caros e/leitores. Quando o faz, resulta na promiscuidade das emendas parlamentares, no toma lá dá cá,das votações, fato diário na imprensa. Estudiosos afirmam acerca da submissão histórica do legislativo ao executivo. A maioria esmagadora das leis do executivo passa incólume nas câmaras, apoiada na “base de apoio”, atropelando sua principal atribuição constitucional. Judiciário, ministério público, OAB´s tentam colocar as coisas nos trilhos. O esforço é gigantesco, mas os resultados nem sempre. Candidatos de si mesmos enganam a eles e a quem prometem representar. Merecem ser excluídos pelo voto. Fazem propaganda enganosa, prevista no Art. 30 do Código de Defesa do Consumidor.


Escrito por zeluiz às 08h11
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A pirataria e o efeito manada

Versão original de carta publicada no Jornal de Londrina em 07/2008


Muitos devem se lembrar da febre das locadoras de vídeo, das lojas de 1,99, dos bufês de sorvete e das lan houses. A lista é extensa e não é necessário se alongar. Pois bem, este é o conhecido efeito manada. Pessoas acreditam que alguém “enricou” e vão cegamente atrás. O amigo leitor deve conhecer quem cansou-se de baixos salários, por exemplo, e com o acerto, financiou isto ou aquilo e foi atrás do sucesso. Também comprou um carro, celular, roupas, afinal fulano e beltrano ficaram ricos e com certeza ele sendo trabalhador também vai, não é mesmo? Nem sempre. Fiz uma conta com um amigo há algum tempo, sobre o caso das lan houses. Ele não concordou, achou que estava exagerando. É que eu não acreditava na sobrevivência delas com locações abaixo de R$ 2,00. Não remuneraria nem o capital! No caso dos DVD´s de 5 por R$ 10,00, percebe-se que o processo de autofagia está acelerado. Seria capaz de apostar que se as grandes gravadoras se unissem aos magazines numa oferta arrasadora por pelo menos 6 meses, o mercado pirata de CD´s e DVD’s minguaria. Mas não morreria, seria transferido para outra atividade. Pirataria e contrabando remontam à história do homem. Hoje estão globalizadas. Nas estatísticas, a China é campeã mundial da pirataria.


Escrito por zeluiz às 08h11
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“Renovando a Câmara Municipal (Os vereadores)”

Versão original de carta publicada no Jornal de Londrina em 07/2008


Esperei pacientemente que alguém tocasse nos assuntos reeleição, fiscalização e no dia 15/07, o leitor Tochitane Mitsi, chegou lá. Quando escrevi sobre as leis, após pesquisa no sítio da Câmara, percebi que a melhor forma de restringir a possibilidade das velhas práticas se perpetuarem, seria uma maior vigilância da sociedade organizada, incluindo aí a OAB, Acil, etc. e não somente deixar ao MP e GAECO, a solução para uma avalanche de problemas ocorridos no legislativo municipal, que culminaram na atual crise. A pergunta que se faz é: a renovação pura e simples ajuda se a forma com que as coisas têm sido feitas continuarem as mesmas? A tarefa do eleitor vai ser árdua em 5 de outubro, mas faz parte do exercício democrático. Quando alunos questionavam sobre eleições, os convidava a somar quantos anos o Brasil teve de eleições democráticas versus quanto havia decorrido desde a colonização até a república pós-ditadura e era muito pouco treino democrático. Para essas eleições, o TSE informa que apenas 3,49% dos 130 milhões de eleitores brasileiros, cerca de 4,5 milhões de pessoas, concluíram algum curso superior. Não que estudo resolva tudo, mas é bem mais que meio caminho andado. Afinal, queiramos ou não, nossos políticos espelham nossa sociedade.


Escrito por zeluiz às 08h10
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“Estatística na Câmara Municipal”

Versão original de carta publicada no Jornal de Londrina em 10/07/2008.

Consultando o mecanismo de pesquisas no sítio da Câmara Municipal de Londrina, me deparei com alguns dados muito interessantes de como os vereadores manobraram para que as aprovações de loteamentos ficassem, digamos, mais próximas a seus domínios. De 1984 para 1997 as alterações foram tantas, que desconfiguraram a idéia original e os cuidados que o legislador teve e que garantiam à época, a participação dos moradores e representantes da sociedade civil, para consultas sobre a alteração das categorias de classificação de residencial para comercial e seus níveis em seus bairros. O problema maior é que esta é uma prerrogativa constitucional, mas que foi vilipendiada pela ação corrupta de agentes públicos que agora vem à tona pela ação do Ministério Público. Para encerrar, escolhi aleatoriamente dez temas para checar quantas vezes retornavam no campo de busca “Leis”. Em décimo lugar, idoso com 44; 09º) menor com 47; 08º) mulher, 83; 07º) segurança, 96; 06º) trabalho, 110; 05º) educação, 287; 04º) desenvolvimento, 413; 03º) saúde, 429; 02º) assistência social, 488 e em primeiríssimo lugar zoneamento, com 718 ocorrências. Ainda bem que o Legislativo não versa sobre matéria financeira, não diretamente. Em tempo: essa pesquisa não tem qualquer cunho científico!


Escrito por zeluiz às 05h22
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“Tratar desigualmente os desiguais”

Carta publicada no Jornal de Londrina em 13/07/2008.

Victor Cousin, filósofo francês (1792-1867), perpetuou a frase acima, referindo-se à verdadeira igualdade. Assim é que pretendo interpretar a matéria de domingo (07/07) de Stella Meneghel, sobre o IDEB em Londrina. O legislador há algumas décadas, por culpa do não cumprimento legal por parte dos governos executivos, engessou os orçamentos de áreas como saúde e educação, impondo os investimentos mínimos e criando as verbas “carimbadas” em aplicações específicas. Valores são aplicados uniformemente em locais onde hoje, a presença de escolas públicas é no mínimo questionável. Os três níveis de governo, precisam tratar desigualmente comunidades desiguais. Estranho seria a escola melhor colocada, numa das regiões mais nobres da cidade não conseguisse alcançar bons índices. Seria mais coerente fornecer bolsas às crianças mais carentes que ainda vivem em regiões mais nobres – lembrar que o Guanabara mudou por conta do projeto CURA na década de 70 - e aplicar maciçamente recursos nas regiões mais pobres do município. É preciso criatividade, vontade política e uma junção de esforços brutal dos entes citados, para interferir positiva e rapidamente no problema educacional.


Escrito por zeluiz às 05h20
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Tolerância zero pega?

Versão original de carta publicada no Jornal de Londrina em 03/07/2008.

No editorial de 01/07, o JL aborda a recente lei que vai punir motoristas que estiverem ao volante com taxa etílica superior à aprovada na nova lei brasileira. O nome correto do aparelho aliás é etilômetro - não bafômetro - e pode ser comprado pela internet por cerca de R$ 500,00. O problema é que nem todas as cidades possuem o dito cujo. Começa aí aquela coisa da lei que pega e lei que não pega. Fizeram uma lei duríssima, o que faz lembrar o Código de Trânsito. Pra que tem memória curta, vou lembrar de um só dos exageros: multar o pedestre que atravessasse fora da faixa! No caso dos flagrados agora, advogados estão aconselhando seus clientes a não se submeterem ao teste, não fazer isso ou aquilo, o que se constatou em recente reportagem de jornais de São Paulo. Juristas respeitados acham um exagero a prisão de infratores, conforme a dosagem detectada e a persistência dela no organismo, que varia de pessoa para pessoa. Aí perguntaram se não havia um cheirômetro, para quem estiver bolado. E não é que ele já existe? Em reportagem da TV Globo, foi apresentado um aparelho que analisa o comportamento da pupila do cidadão, inicialmente utilizado para motoristas que exageram na jornada nas estradas, mas dá a ficha se a pupila estiver sei lá, paradona, tá ligado?


Escrito por zeluiz às 05h13
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"Crise na Câmara III"

Carta publicada no Jornal de Londrina em 21/06/2008.

Infelizmente é a terceira vez que envio ao JL, carta sobre o assunto. Bem que essa crise poderia ter dado uma trégua, mas ela (a crise) não teve dó nem “de imin”, com o perdão do trocadilho e o devido respeito aos 100 anos da imigração japonesa que, aliás, não teve nenhum de seus filhos arrolados até agora. Parece que o Fábio Silveira e demais jornalistas estão com toda a razão ao afirmar que a sangria promete ir além do calendário eleitoral. Interessante é o depoimento de envolvidos, que se lidos e relidos, parecem dar novas pistas e instigam indagações. Vale a pena reconferir a matéria de ontem (19/06) na página 4, na qual os investigados e agora réus na ação na 3ª Vara Criminal, afastados ou não, teimam em se complicar ainda mais. Hilário e nada criativo também, quando questiona-se onde estão as provas, pois insatisfeitos, parecem querer recibo passado e com firma reconhecida de suposto recebimento de propina. Aí já é demais.


Escrito por zeluiz às 07h11
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"Crise na Câmara"

Carta publicada no Jornal de Londrina em 05/06/2008.

Discordo em parte do JL, quando utiliza o termo "Crise na Câmara" para os
escändalos em tela. Na verdade a crise é de todos aqueles que vendem seu
voto por qualquer motivo, ou não se importam, quando afirmam que os políticos
são todos iguais. Para quem foi nascido e criado nesta terra vermelha,
a vergonha salta, inclusive por aqueles que supostamente não a tem o suficiente,
tanto eleitores quanto eleitos. A cidade sofre as conseqüências. Mas nem tudo
está perdido. Ontem (04/06), o ex-vereador Bonilha, isentou três vereadores de
qualquer envolvimento nos episódios que relatou. Por ora, e a confiar nas
palavras do Sr. Bonilha, estamos melhor que Sodoma & Gomorra, mas será que dá
pra acreditar que as coisas vão melhorar? Sozinhas acredito que não. Daí, a
melhor vacina para isso é verificar o passado do candidato e não dar um segundo
voto se ele decepcionar. A democracia tem lá suas imperfeições. Cabe a nós
cidadãos, a difícil tarefa de não desanimar e lutar para aperfeiçoá-la a cada dia.

Escrito por zeluiz às 21h08
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"Nem Tudo"

Carta publicada no Jornal de Londrina em 30/05/2008.

Entrevista de Guilherme Frazão com o ex-vereador Orlando Bonilha, seria mais
hilária, não fosse a tragédia na qual está inserida. Quando afirma que "nem
tudo o que ocorre na camara tem propina como estao acusando", eu, um apaixonado
pela matemática, fiquei imaginando os percentuais do suposto "nem tudo".
Um nome de rua, por exemplo, num loteamento econômico, tipo classe D ou E,
estaria contido no "nem tudo"?; e um nome para uma praça, daquelas que dá pra plantar um flamboyant bem grande, tá no "nem tudo"?; aprovação de loteamento de
condomínio de classe C pra cima, pelo menos no que se vê por meio do noticiário,
parece não estar com bom tempo para o "nem tudo". Mudança de zoneamento e/ou horario de comércio, melhor nem falar. Poderia sobrar até pra quem nem sabia da existência do "nem tudo", que dirá do "quase nada", suposto complemento matemático-verbal do "nem tudo". Em tempo: parabéns ao 4 anos JL e ao jornalismo pentelho. O que menos precisamos nesses tempos bicudos é de jornalismo puxa-saco e chapa branca.

Escrito por zeluiz às 21h07
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